Sobre a generosidade

Certo dia, fazendo um estudo bíblico sobre finanças pessoais, deparei-me com a seguinte afirmação: “O amor, para ser verdadeiro, tem de doer. Não basta dar o que é supérfluo a quem necessita, é preciso dar até que isso nos machuque.” – Madre Tereza de Calcutá.

Essa frase me impactou muito e eu fiquei pensando nela por alguns dias. Pensei em diversas atitudes. Atitudes que por vezes considerei ser de generosidade, mas que, frente a essa frase, talvez não sejam mais do que simples atitudes, apenas um pouco mais do mesmo.

Eu tenho o hábito de doar roupas e sapatos. Mas sempre que faço isso, não me dói. Muito pelo contrário, é um alívio. Eu doo aquilo que está sobrando, que não me fará falta. Talvez isso aconteça porque tenho muito. Ter muito pode significar um desequilíbrio… Enquanto eu vivo com muito, muitas pessoas vivem com muito pouco ou nada.

Eu tenho o hábito de dar esmolas para mendigos. Não me dói nenhum pouco. Entrego a eles as moedas ou notas de baixo valor, valores que não me farão falta…

Eu costumo dedicar tempo e talentos em projetos e ajudando pessoas. Dar esse tempo e compartilhar esses talentos não me dói. Na maior parte das vezes é algo panejado, que faz parte dos meus valores e objetivos de vida.

Eu também costumo ajudar pessoas e projetos com algum valor financeiro. Mas isso também não me dói. Está tudo dentro do meu orçamento…

Após refletir sobre essas e outras ações, cheguei a algumas conclusões, ou melhor dizendo, tive algumas ideias…

Se tudo o que tenho feito não tem me incomodado ou doído, é porque posso e devo fazer muito mais. Eu preciso dar a medida da necessidade do outro e não a medida que está me sobrando. Qual é a medida que o outro precisa? Eu não sei. Eu preciso perguntar.

Se eu tiver para dar, eu devo dar. Isso é ser generoso, é entender e viver o amor. Dar a medida que o outro precisa demonstra o reconhecimento de que nada é meu. Os recursos que tenho sob minha administração são de Deus e devo direcioná-los não de acordo com a minha vontade, mas de acordo com a vontade Dele.

Quem é Ele? Ele é o mendigo, Ele é o que chora, Ele é o que passa fome e frio… Ele é aquele que não tem onde morar, que não consegue andar, falar, pedir…

Se eu passar por essa vida fazendo tudo por mim e um pouco por Ele, de nada valerá ter vivido, pois não terei desfrutado do Seu presente. Não terei recebido a graça e a benção que Ele preparou para mim. Eu só as conhecerei quando me libertar de mim mesma, quando eu for generosa, quando doer e eu amar verdadeiramente!

Caro leitor, no que essa reflexão te fez pensar? O quanto você tem sido generoso? O quê e o quanto você tem dado? Você pode dar mais?

Como será o mundo se eu e você formos mais generosos?

Gratidão meu Deus por essa reflexão! Que o senhor nos ajude a sermos mais generosos nas questões financeiras, em relação ao tempo e habilidades que nos foram concedidos. Amém.

“Então, clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui; acontecerá isso se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo e o falar vaidade; e, se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares secos, e fortificará teus ossos; e serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas nunca faltam…” – Isaías 58:9-11

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